domingo, 22 de abril de 2007

Fique "ONLINE" por um dia


O filme “Réquiem para um sonho” aborda o uso das drogas, os meios para conseguí-las, as conseqüências que elas podem trazer e até mesmo os efeitos que elas causam.

Falando de drogas, todo mundo imagina apenas as drogas abolidas pela sociedade e proibidas pela lei, esquecendo de enxergar diversas outras substâncias que também afetam nosso psicológico e nosso organismo.

Quando eu paro pra refletir sobre isso, me questiono: O que é considerado droga?

Não tenho intenção nenhuma de fazer apologia às drogas... muito pelo contrário, apenas penso que nós não fazemos uma análise real das coisas...

Por que será que algumas drogas são legalizadas e outras nem são vistas como drogas?

No filme, além de mostrar os 3 jovens viciados em heroína, mostra a mãe de um deles... que adora televisão, come muito por ansiedade, e que depois vicia em anfetaminas, que ela toma para emagrecer.

Até a “moda” da magreza, onde o que importa é apenas uma aparência de plástico, um corpo esbelto à olho nu, um estereotipo criado pelas mídias e aceito pela sociedade pra mim, é considerado droga.

Recebemos diariamente uma OVERDOSE de manipulação, e, assim como qualquer viciado, muitas vezes nem percebemos, nem temos forças pra lutar contra e muito menos conseguimos sair deste “círculo”.

Chega a ser engraçado pensar assim... e comparar uma coisa com outra, mas há sim uma ligação entre tudo.

Talvez sem perceber, a própria sociedade se contradiz quando o assunto é drogas. Ao mesmo tempo em que numa novela aparece um cara rico, com seu lindo copo de whisky representando riqueza e classe, a sociedade descrimina viciados em outros tipos de drogas. Preferem NÃO ACEITAR o fato, a aprender a entender o outro lado da coisa.

É muito fácil julgar sem estar sentindo aquilo na pele.

Quantas vezes a gente não fala coisas, defende idéias, e depois, quando acontece conosco, vemos como nossas percepções mudam?

Acredito que (quase) tudo tenha um porquê. E com certeza o motivo de várias coisas serem consideradas “erradas”, não é à toa, e nem sempre é expresso o real motivo do porque certas coisas não são certas.

Desde pequenos, somos educados e ensinados a pensar de uma determinada maneira. Recebemos de nossos criadores, suas morais, seus pontos de vista e conseqüentemente, seus preconceitos. Até certa idade, somos apenas cópia de tudo o q aprendemos, mas depois, começamos a formar nossa personalidade, nossos valores e nossos ideais.

Aí que entra o lance que eu citei lá em cima sobre ENTENDER DO ASSUNTO antes de qualquer tipo de “pré-conceito”.

E quando eu digo entender, não é só apenas pesquisar e ler sobre... pq sempre temos que ter um pouco DA GENTE dentro das questões. E além disso, é necessário saber fazer uma análise ética sobre todas as coisas. Pode não ser ideal pra você, mas pro próximo, as coisas mudam.

É extremamente difícil termos empatia... sabermos nos colocar no lugar de cada um pra chegar a conclusões que outros tirariam e até pra entender certos comportamentos e pensamentos.

O pior de tudo é nos depararmos com OBRIGAÇÕES, com COBRANÇAS da sociedade, e até de nós mesmos de pensarmos de uma determinada maneira.

O que é ética? O que é moral?

Sem se prender a conceitos, acho que o mais importante não é nem saber exatamente O QUE são as coisas e sim saber o que NÓS somos... o que nós sentimos, o q achamos que é pra gente, se lembrando que não estamos sozinhos no mundo, que precisamos das pessoas, das conversas, das relações, e que pra tudo isso poder acontecer, é necessário acima de qualquer coisa, o RESPEITO.

Um comentário:

Anníbal Montaldi disse...

Realmente, surpreso com a postagem, bem escrita, com boas associaçõe, questionamentos e dissernimento.
Pena que postou somente um conteúdo!
Um abraço
Anníbal Montaldi