segunda-feira, 18 de junho de 2007

SURREALISMO (VANILA SKY)


E se de repente você despertasse de um sonho q você tivesse CERTEZA de que NÃO era um sonho?
Basicamente isso é o que resume o filme Vanilla Sky!
Quem já assistiu entendeu, quem não assistiu, assista, porque esse filme é simplesmente magnífico!!!

Por que não damos importância para os nossos sonhos e pro nosso inconsciente?
Por que achamos que simplesmente essas coisas são surreias e que não devemos usá-las de alguma maneira?

No filme, Tom Cruise cria o mundo dele: um mundo onde existe um amigo de verdade, um amor forte e capaz de superar qualquer barreira, ambientes pintados a mão, como o céu de baunilha, e um mundo onde ele até supera seus maiores traumas (acidente)...

Mas... nem nos sonhos tudo é PERFEITO! Nem nos sonhos só acontecem "coisas boas, pra pessoas boas" (como cita a personagem da atriz Penélope Cruz em uma das cenas).
Nosso inconsciente é capaz de fazer mta coisa além do q imaginamos... Coisas que podem fugir do controle, que podem se tornar o pior de nossos pesadelos!
E é isso o que também acontece no filme!

Nosso inconsciente não tem discernimento entre o real e o irreal e no filme, os traumas do personagem surgem do inconsciente como forma de loucura... porque o inconsciente sobrepõe-se a realidade.

Até onde nossas loucuras são loucuras e nossa sanidade é sanidade?
Será que a gente também não cria um mundo nosso?
Será que sabemos realmente diferir o que é sonho e o que é realidade?
"de repente, nao mais que de repente", nem sabemos... nem existimos... nem respiramos... nem amamos... nem realmente sabemos o que é VIVER!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

"É meu amigo só resta uma certeza: é preciso acabar com essa tristeza, é preciso inventar de novo o amor..."


Paro pra pensar q tudo na vida passa mesmo...
que não controlamos praticamente nada
que quando menos percebemos, as coisas mudam, nós mudamos, e tudo o q foi realizado, lutado, conversado ou falado, perde o sentido, perde o peso, perde a essência!

Vejo que sempre ouvimos “merdas” de mil pessoas
e q elas dizem e afirmam coisas, q elas não fazem, q elas nunca fizeram e q talvez, elas nunca vão fazer
É o q chamamos de “falta de moral”

Como por ex, uma mãe vai falar pra um filho NÃO fumar, se ela mesma fuma?

Depois de muito tempo sempre namorando, sempre amando e me desdobrando, percebo e até questiono se o amor q eu tanto luto, q eu tanto afirmo ser o sentido de viver, e q eu tanto procuro, é algo BOM...

Desde que fiquei sozinha, analiso quem namora... quem diz q ama, e só vejo coisas erradas:
Primeiro que ninguém está feliz, ninguém está satisfeito!!!
Segundo, que as relações estão perdendo o controle, o respeito, a espontaneidade....

Vejo mentira, omissão, traição, chingamentos, submissão, tristeza, e acima de tudo, vejo o amor egoísta... o amor q não quer a felicidade do parceiro (a), e sim o DOMÍNIO sobre ele...
O amor q não é a soma de felicidade dos envolvidos, e sim, a subtração!
Vejo q as pessoas estão JOGANDO... como se realmente o amor e tudo fosse um jogo, como se houvesse regras, vencedores e perdedores, dados...
E onde CONTROLAMOS os "peões" no tabuleiro.
..

Mas sempre acharemos que nossas relações são perfeitas
Como eu mesma achava das minhas...

Aí me questiono: até onde somos nós mesmos quando o assunto é sentimento?
Quantas pessoas não se reprimem, não mentem, não maltratam o próprio sentimento por diversos motivos?
Medo, falta de maturidade, repressão, ansiedade, etc, etc
Quantas coisas não influenciam no que sentimos?
Será mesmo que os sentimentos são tão PUROS, espontâneos, verdadeiros e reais como afirmamos?

Talvez não
Talvez a gente viva num mundo de faz -de-conta
Porque praticamente NUNCA é possível deixar florescer/transparecer o que realmente sentimos pois ninguém sente/pensa igual a ninguém...
Então às vezes, por mais que você fale ou expresse o que você sente ninguém está dentro de você pra saber...
E temos mil limitações quando o assunto é sentimento, principalmente hoje em dia, onde parece que isso se tornou algo ultrapassado, em meio a tanta tecnologia, a tanta PRÁTICA, a tanta RAZÃO, a tanta simetria, design, ergonomia, virtualidade...

Pra onde estamos olhando?
Pra onde devemos olhar?

Ás vezes analiso a vida cotidiana do ser humano... e é como se NADA fizesse sentido... NADA tem uma razão... sinto que estamos apenas vivendo... levando... empurrando com a barriga... respirando fundo pra acordar e encarar o dia... e expirando pra deitar e encarar os sonhos q são apenas sonhos
quase que como máquinas
que estão ligadas e q tem sua função: simplesmente viver
simplesmente respirar
comer
andar
mas sem emoção!

Acho que às vezes, fugimos e tentamos NÃO PENSAR
Camuflamos... para poder sobreviver...

Sabe como é, né?

True Feelings?
Acho que preferimos sentimentos FALSOS

Pq aí a gente brinca...
A gente brinca que é verdadeiro

Sem precisar nos ferir!!!